O açaí percorre vários milhares de quilômetros antes de chegar às tigelas dos consumidores europeus. Essa realidade frequentemente levanta questionamentos: como uma fruta vinda da Amazônia pode ser transportada de forma responsável? Como garantir sua qualidade após uma viagem tão longa? E por que priorizar o navio em vez do avião?
Na Nossa!, escolhemos a transparência. Por trás de cada um dos nossos produtos de açaí existe uma cadeia logística rigorosa. Tudo é pensado para preservar a qualidade dos nossos produtos e, ao mesmo tempo, limitar seu impacto ambiental.
Da produção na Amazônia até a entrega final na França e na Europa, descubra como nosso açaí faz sua viagem.
Por que a Nossa! escolheu o transporte marítimo
Para limitar a pegada de carbono relacionada à importação do açaí, a Nossa! escolheu utilizar exclusivamente o transporte marítimo. O transporte aéreo é proibido em nossas práticas. Embora permita transportar as mercadorias mais rapidamente, seu impacto ambiental é consideravelmente maior.
Por outro lado, o transporte marítimo permite compartilhar os fluxos e otimizar o carregamento dos navios, reduzindo assim o impacto ambiental do transporte de mercadorias.
Por exemplo, importar um contêiner de 24 000 kg de açaí emite aproximadamente duas vezes menos CO₂ do que um voo só de ida Paris-Rio feito por uma única pessoa.
Essa escolha faz parte de uma abordagem mais ampla. A colheita do nosso açaí é realizada manualmente e de forma artesanal. Sua produção não requer fertilizantes nem pesticidas. Além disso, os sistemas agroflorestais nos quais as palmeiras de açaí crescem contribuem para manter o carbono armazenado nos solos e na vegetação amazônica.
Na verdade, para a maioria dos alimentos, o transporte não representa a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa. As práticas agrícolas e os métodos de produção frequentemente desempenham um papel mais importante. É por isso que buscamos agir em cada etapa da nossa cadeia de suprimentos.
Descubra como o açaí da Nossa! é colhido
Do Brasil até Le Havre: a viagem do açaí
Cada fabricação recebe um número de lote específico. Ele corresponde a uma data de produção e a um produto preciso.
Essa rastreabilidade é um elemento essencial da nossa abordagem de qualidade.
« Essa rastreabilidade nos permite isolar rapidamente um produto, se necessário, e identificar precisamente sua origem », explica Émilie, responsável pela logística na Nossa!.
Depois de produzidos, os lotes são carregados em contêineres refrigerados no porto de Vila do Conde, localizado no estado do Pará, no norte do Brasil. Esses contêineres mantêm os produtos a uma temperatura constante de -22 °C para garantir sua perfeita conservação durante toda a viagem.
O respeito à cadeia de frio é monitorado continuamente. Para verificar se a temperatura foi mantida durante todo o transporte, registradores chamados dataloggers são colocados nos contêineres. Eles permitem controlar se os produtos permaneceram nas condições exigidas, do Brasil até sua chegada à Europa.
Por que os navios fazem várias escalas?
Quando imaginamos o transporte marítimo, geralmente pensamos em uma rota direta entre dois portos. No entanto, a realidade logística é bem diferente.
Os navios geralmente fazem várias escalas durante a viagem. Essa organização permite compartilhar os fluxos de mercadorias, otimizar as rotas e limitar deslocamentos desnecessários.
Também pode acontecer de um contêiner mudar de navio durante o trajeto para otimizar as rotas logísticas. Essa operação, chamada transbordo, faz parte integrante do funcionamento do transporte marítimo internacional.
Mesmo quando um contêiner é transferido de um navio para outro, sua rastreabilidade continua garantida. Cada contêiner tem um número único que permite acompanhar seu percurso até o destino final.
Da chegada à França até a entrega
Após aproximadamente um mês e meio de transporte, o açaí da Nossa! chega ao porto de Le Havre, na França. Os procedimentos de desembaraço aduaneiro são realizados ali antes que o contêiner continue sua rota até nossos armazéns parceiros.
Para preservar a cadeia de frio, o contêiner é colocado diretamente em um caminhão refrigerado para o transporte. Em seguida, os produtos são armazenados em instalações adequadas para alimentos congelados.
Todo o estoque é acompanhado por sistema informatizado, tanto por referência quanto por número de lote. Essa organização permite saber precisamente as quantidades disponíveis e garantir uma rastreabilidade completa até o cliente final.
A preparação dos pedidos e sua expedição são então confiadas a vários parceiros logísticos especializados no transporte sob temperatura controlada. De acordo com as áreas geográficas atendidas, diferentes operadores participam para otimizar os prazos de entrega e as rotas realizadas.
Nosso objetivo é garantir a qualidade dos produtos e, ao mesmo tempo, manter a cadeia de frio até seu destino.
Uma logística pensada para limitar seu impacto
Transportar um produto vindo da Amazônia envolve responsabilidade. Na Nossa!, estamos conscientes de que a importação de alimentos levanta questões legítimas sobre seu impacto ambiental.
Por isso, buscamos limitar a pegada de cada etapa da nossa logística. O uso do transporte marítimo, o compartilhamento dos fluxos e a otimização das rotas contribuem para reduzir as emissões associadas ao transporte. Nenhum operador do setor tem interesse em fazer veículos circularem vazios: essa otimização responde tanto a questões econômicas quanto ambientais.
O transporte marítimo não é uma solução perfeita. No entanto, hoje ele representa a alternativa mais coerente com nossos compromissos.
Transportar um produto vindo da Amazônia envolve responsabilidade. Na Nossa!, buscamos limitar o impacto de cada etapa: da colheita artesanal até a entrega final, priorizando soluções logísticas coerentes com nossos compromissos
Para saber mais, descubra também qual é a pegada de carbono do nosso purê de açaí.
Você tem alguma pergunta?
Por que a Nossa! não utiliza o transporte aéreo?
Porque o transporte marítimo apresenta uma pegada de carbono significativamente menor e permite compartilhar os fluxos de mercadorias.
Quanto tempo leva para transportar o açaí do Brasil até a França?
A viagem dura, em média, um mês e meio entre a saída do Brasil e a chegada ao porto de Le Havre.
Como a Nossa! garante a cadeia de frio?
Os produtos são transportados em contêineres refrigerados mantidos a -22 °C e equipados com dataloggers que registram a temperatura durante todo o trajeto.
O que é um datalogger?
É um registrador de temperatura utilizado para verificar se as condições de conservação dos produtos congelados foram respeitadas durante o transporte.